Projeto de Leitura

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1 de outubro de 2006 por jussaradourado

TEMA: Lendo as Entrelinhas

ELABOLAÇÃO: Fátima, Jeane, Valdinéia, Jussara, Dinalva.

PÚBLICO ALVO:  Série da Rede Estadual: Colégio Estadual Georgina Soares do Nascimento

EIXO TEMÁTICO:  A leitura sistemática como alavanca para o entendimento.

CRONOGRAMA: O nosso projeto será realizado durante toda a II unidade

I.  PROBLEMATIZAÇÃO:

       Partindo da necessidade de ampliação da leitura de nossos alunos, entende-se que esta prática (leitura) é fator decisivo para que o indivíduo possa desenvolver suas potencialidades e capacidades para atuar na sociedade de forma crítica e consciente.

       Em contrapartida, percebemos que a leitura não tem sido vista como algo prazeroso e agradável, mas como obrigação, para cumprir solicitações feitas por professores, principalmente de Língua Portuguesa.

       Por isso, é necessário e urgente, refletir sobre as atividades de leitura que vêm sendo realizadas em sala de aula, na tentativa de estimular nossos alunos, mostrando a importância da leitura, conscientizando-os do seu papel na sociedade, contribuindo, assim, na formação de um ser humano mais expressivo e mais participativo.

       Para que esses objetivos sejam alcançados, é imprescindível a elaboração e realização de atividades significativas e que façam parte da realidade do aluno.

       Os textos trabalhados em sala de aula devem trazer os temas transversais, pois certamente, estimulará os alunos a participarem de forma efetiva na realização das atividades, despertando uma nova visão de si mesmo e do outro, dentro da sociedade.

       No decorrer deste projeto, pretendemos realizar trabalhos agradáveis e proveitosos, enfocando questões que levem os alunos a refletir sobre diversos textos criando oportunidades para discutir a relação entre pessoas, pois cada uma possui suas particularidades, mostrando a contribuição que houve e há na diversidade cultural que forma o povo brasileiro.

II.  JUSTIFICATIVA

           Observando que, de uma maneira geral, o aluno não tem iniciativa de ler sem que haja uma cobrança pelo professor, elaboramos um projeto que visasse a oferecer atividades diversificadas e que possibilitasse o prazer da leitura.

            O presente projeto tem a intenção de facilitar o acesso a livros, incentivar o processo de produção de texto, o gosto pela leitura proporcionando situações em que o aluno estruture o pensamento, o raciocínio lógico, seqüência e organização de idéias, produzindo textos com clareza, objetivando um contato com a escrita com melhor desempenho.

Assim, o livro e a prática da leitura devem ser mostrados e abertos com a dimensão do prazer e da alegria, e não como via pura e simplesmente obrigatória de conteúdos frios e distantes do contexto em que está inserido esse educando – educador.

            É imprescindível enxergar com novos olhos o verdadeiro, o universo mágico e encantador do livro em sala de aula e, conseqüentemente, entendendo-se aí toda a prática cotidiana do aluno.

            Esse projeto visa à análise e o questionamento do LER como algo de vital importância no processo da produção textual, possibilitando ao aluno, o acesso às leituras condizentes com o seu meio e com todas as suas diferenças. Desse processo virá a devolução de raízes ao nosso educando, que muitas vezes, resiste a receber conteúdos aplicados em sala de aula sem conseguir ver sentido em suas vivências práticas do dia a dia, é importante que haja uma resposta não só no aluno, na gestão escolar, mas também na sociedade.

III.  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:

       Observa-se que os professores de Língua Portuguesa, ao longo do tempo, em sala de aula, percebem a dificuldade que o alunado tem em realizar interpretação critica e reflexiva de uma leitura, por meio de uma língua.

       É muito comum ouvir dizer que o texto literário é um texto aberto, portanto, possibilitaria muitas leituras. Isso é verdade, mas até certo ponto o texto literário é aberto e permite leituras, pelo texto, principalmente pelas palavras selecionadas e o modo como foram organizadas, pelas figuras de linguagem trabalhadas; às vezes pela forma ou pelo gênero, outras vezes pela definição do tipo do narrador.

       Segundo MANGUEL Alberto, o artista lê a natureza, talvez o maior e mais completo de todos os textos; o observador das telas lê a obra do artista, ou seja, a leitura que o artista fez e essa leitura, também constituem um texto.

       Existem diversas formas de leitura que provocam no alunado, condições de melhoramento, entre elas:

       Ler as letras de uma página é apenas um dos elementos disfarces de leitura. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as anotações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o agricultor lendo o tempo no céu, todos eles compartilham com os leitores de livros, a arte de traduzir e traduzir signos.

       Para Paulo Freire (1980), antes mesmo de aprendermos a ler as palavras nós já lemos o mundo. Ler as palavras é, portanto, também ler o mundo. E ler o mundo é transformá-lo com as armas da crítica, da consciência e da ação.

       Segundo os parâmetros curriculares a questão do ensino da literatura ou da leitura literária envolve, portanto, esse exercício de reconhecimento das singularidades e das propriedades compositivas que matizam um tipo particular de escrita.

       LASAR SEGAL Mario, em sua concepção de leitura deixa claro que as idéias não surgem do nada; elas são fruto dos processos de comunicação dos quais participamos e das informações a que temos acesso vivenciando experiências, conversando e lendo, lendo, lendo.

       A Leitura do Mundo permite a reeducação dos educadores e dos demais segmentos envolvidos, educa nossos olhos a ver além das cadeiras e carteiras, educando a sensibilidade, as emoções, ajudando-nos a ler as entrelinhas.

       MARTINS Maria Helena diz: “Aprender a ler significa também aprender a ler o mundo, dar sentido a ele e a nós próprios”.

       Mas uma leitura sem compreensão não é leitura. Ler sem compreender é parar na primeira etapa do processo, ou seja, na etapa da codificação do sinal gráfico. Por isso a leitura precisa ser atenta, inteligente, uma leitura em que haja interação entre o leitor e o texto lido, um atuando sobre o outro. Ler é atribuir significado, é construir um significado para o texto lido.

       Ao fazermos isso, estamos nos instruindo, ampliando nossa leitura de mundo.

       De acordo com o poeta Mário Quintana, os leitores são por natureza minhocas dorminhocas. Gostam de ler dormindo. Autor que os queria conservar não deve ministrar-­lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.

       Um leitor "dorminhoco" é incapaz de interagir com o texto lido. Em conseqüência, não aprimora sua leitura de mundo, não acrescenta subsídios para a produção de seus futuros textos. Como os ensina Mário Quintana, é preciso ser um leitor desperto, desconfiado de textos que nada acrescentam, que nada além de algumas feitas, vazias de conteúdo com toda certeza, o primeiro passo para nos tornarmos competentes produtores de texto é sermos leitores atentos, atuantes. A passividade cansa… Dá sono, transforma-nos em dorminhocos.

       Saber escrever pressupõe, antes de tudo, saber ler e pensar.

       O pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa) não escreve (ou escreve mal) e que não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).

       A cada dia publicam-se mais e mais livros, jornais e revistas. Isso porque a leitura da palavra escrita é uma das formas mais ricas de informação, já que grande parte do conhecimento nos é apresentada em linguagem escrita e é lendo portanto, que chegamos ao conhecimento de outros ramos do saber.

       A leitura não só nos ensina os mecanismos da língua escrita, mas também é forma inesgotável de idéias que nos ajudarão na tarefa de escrever. "Os nossos conhecimentos são os germes das nossas produções" afirmou o naturalista e escritor francês Buffon.

       Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não basta ler, é preciso entender o que se lê ir além do simples reconhecimento do significado das palavras que aparecem no texto. É necessário, também, compreender o sentido da organização das frases num determinado texto para que se alcance uma das finalidades de leitura: a compreensão das idéias.

       Segundo Lajolo (1999): “Lê-se para entender o mundo, para viver melhor. Em nossa cultura, quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mais intensamente se lê…”

IV.  OBJETIVOS DIDÁTICOS

IV.1.  0bjetivo Geral:

Analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens, relacionando textos como seus contextos, mediante a natureza, função, organização das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção e viabilizar na prática a possibilidade de uma reflexão mais profunda do ato de ler, levando em consideração a ideologia que está por trás nos textos que vão ser apresentados.

IV.2.  0bjetivos específicos:

Proporcionar mecanismos facilitadores da compreensão da leitura.

Questionar a realidade de forma crítica e reflexiva utilizando a criatividade para selecionar meios que se adaptem ao progresso de conhecimento da nossa língua.

Interessar-se pela leitura de textos diversificados, como fonte de informação, aprendizagens, lazer e arte.

Instrumentalizar-se para o domínio cada vez maior da linguagem, através do isolamento do fato lingüístico, presente nos diversos componentes da expressão oral e escrita, tomando como ponto de partida os conhecimentos prévios adquiridos.

Dar mais ênfase à leitura, vivenciando textos que possam servir de suporte na vida real, no cotidiano.

Introduzir através das fábulas, conceito de valores morais, ética e cidadania.

Priorizar o desenvolvimento das habilidades comunicativas a partir de leitura, valorizando a linguagem oral e escrita.

V. SITUAÇÕES DIDÁTICAS

            Criação de um ambiente para leitura, criado com a colaboração do professor e aluno.

Sensibilização: dinâmica "Dinâmica de apresentação”.

Divisão da turma em equipes e distribuição história em quadrinho e apresentação da história no episcópio, leitura silenciosa. Após a leitura, explanação do ponto de vista de cada.

Apresentação da leitura pelos grupos e a reflexão mais profunda do "ato de ler", levando em consideração a ideologia que está por trás dos textos.

Produção de histórias em quadrinhos, criação de história em quadrinhos imagética e produção de painel para exposição dos trabalhos.

Dinâmica do presente –  leitura do texto: "Ninguém vive só" discussão sobre a relação entre os textos.

Apresentação de Slides das fábulas coletadas. Introdução de livro de fábulas de Esopo

Dinâmica do coração – “Música” – Eu fico assim sem você. (Claudinho e Buchecha)

"O cavalo e o burro" de Monteiro Lobato.

Dinâmica das bolas – "Música" – Como uma onda. (Lulu Santos)

Leitura e produção de poesias com o direcionamento do professor.

Semana de Apresentação dos trabalhos:

Dramatizações;

Recital de poesias;

Exposição de painéis;

Exposição das produções textuais;

Lançamento de livro de poesias.                                            

VI. RECURSOS DIDÁTICOS

    • Televisão       
    • DVD
    • Slides 
    • Aparelho de som    
    • Papel madeira            
    • Papel colorido            
    • Cola
    • Massa de modelar         
    • Hidrocor
    • Revistas
    • Jornais           
    • Livro de poesias

VII. AVALIAÇÃO

               A avaliação será processual levando em consideração a produção quantitativa e qualitativa realizada etapa por etapa, pois dela dependem os passos seguintes e os ajustes, aproveitando as próprias situações de aprendizagem.

           Serão fotografados e posteriormente, expostos e mostrados os trabalhos desenvolvidos pelos alunos, bem como as informações e resultados obtidos durante a execução do Projeto, para a comunidade.

            Faz-se necessária uma parceria entre educador e educando, que deverá acontecer através do estímulo, indicando os caminhos e as diversas formas de alcançá-los. É importante que o aluno sinta no professor um orientador, que o estimula a pensar e não um mero repetidor de idéias prontas.

VIII. CONCLUSÃO

              A perspectiva é que o aluno seja capaz de construir a sua leitura, e não apenas de corroborar uma leitura do professor, porque a leitura do aluno é a manifestação da sua leitura de mundo, da sua leitura de vida, necessariamente diferente de um para outro.        

             Portanto, a tarefa do professor deve ser levar o aluno a fornecer respostas pertinentes, e não qualquer resposta aleatória, mas não, necessariamente, respostas convergentes, sendo capaz de modelar sua própria leitura. A leitura de bons livros – criativos, estimulantes, instigantes – deve gerar no aluno uma predisposição natural a essa "ousadia".

Por isso, os pilares e os componentes de um projeto didático-pedagógico não podem se isolar da realidade. Uma sociedade em constante transformação exige uma reflexão que também seja constante.

            Esse projeto, desta forma, a partir dos objetivos já enunciados, deve estar apto a funcionar com eficácia dentro de um espaço social e político dotado de extrema mobilidade e, sobretudo, deve ser objeto de uma auto-reflexão permanente, que busque captar a emergência de novas necessidades sociais que deverão ser contempladas na análise e na crítica, capacitando o estudante de modo contínuo, a ser um sujeito de sua própria história e estar inserido na sociedade como um cidadão consciente dos seus direitos e capaz de LER o mundo. Acreditamos que assim alcançaremos os objetivos desejados.

IX. REFERÊNCIAS

 MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense. Coleção Primeiros Passos, 1994.

AVERBUCK, Ligia Morrone. A poesia e a escola.

AZEVEDO, Ricardo. Meu livro de folclore. Editora Ática.

DAVIS, Cláudio; OLIVEIRA, Zilma de. Psicologia na Educação. Editora Cortez

FILHO, Paulo Bragatto. Pela leitura literária na Escola de 10 grau. Editora Ática.

FRANCO, Ângela. Conhecimentos lingüísticos. In:Metodologia de Ensino: Língua Portuguesa. Editora LE.

GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1997.

KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura Teoria e Prática. 4ª edição. São Paulo: Editora Pontes. 1998.

LAJOLO, Marisa. Do mundo de leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Editora Ática. l996.

LISBOA, Henriqueta; PAES, José Paulo; QUINTANA, Mário; MORAES, Vinicius de. V 01.1. Poesia. Editora Ática.2000.

LUCK, Heloisa. Pedagogia Interdisciplinar. 3ª edição: Editora Vozes. 1997.

NICOLA, José de. Atividade e Criatividade. V 01.1 Editora Scipione.I998.

0LIVEIRA, Alaide Lisboa de. Ensino de língua e literatura. 2ª edição.1980.            

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